Reportagens, ideias e afins

Por Angélica Oliveira

Versatilidade a toda prova


Para sobreviver, o artista precisa fazer muitas coisas”. Faça o que eu digo e sim, faça o que eu faço! Ator de cinema, professor de história, diretor e ator também no teatro. O norte-americano Paul Lazar é assim, “multitarefado”. Hoje, mais por opção do que necessidade. Entretanto, no início da carreira, a versatilidade era indispensável “O cinema pagava o teatro”, disse. Essas revelações foram feitas ontem durante a palestra que Lazar fez no Espaço Petrobras – Casa de Cultura, dentro da programação do FILO 2007.
Atualmente, na direção do grupo Big Dance Theater, que encenou no festival o espetáculo “The Other Here”, no Teatro Ouro Verde, Lazar ensaia seis horas diárias, cinco vezes na semana. Os ensaios são divididos em três momentos, um para a dança, outro para a leitura da peça e, por fim, o momento da síntese. Transitando entre diferentes linguagens como o teatro, a dança e o cinema, Lazar acredita na possibilidade de comunhão entre muitos elementos. “A improvisação que aprendi a ter no teatro é essencial para mim, no cinema. Do mesmo modo, que a sinceridade das cenas do cinema são importantes no teatro”. O estudante de artes cênicas, Rodrigo Juliano assistiu à palestra e aprovou a conversa com Lazar “A gente pode acompanhar a prática e trazer isso para o nosso traballho”, concluiu.

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