Expressiva parcela da população londrinense tem o transporte coletivo integrado à sua rotina. Segundo dados das CMTU, diariamente, o Terminal Urbano da cidade recebe mais de 125 mil passageiros. São milhares de indivíduos com um significativo tempo de vida perdido no vai-vem dentro dos ônibus.
No entanto, para os que trabalham nesse meio, a rotina ganha novas cores e contornos. Paulo Nicolau, por exemplo, trabalha como cobrador há 27 anos, dentro dos quais, 23 foram passados numa mesma linha. “Cansa, mas é melhor ficar numa linha só, porque você se acostuma com pessoal, acaba criando amizade”, explica o cobrador que nesses 23 anos conheceu e acompanhou a vida de muita gente. “Quando eu entrei na 110, a Mister Thomas, ela era nenezinha de colo, eu vi a menina crescer e fui até convidado pra ser padrinho no casamento dela”, conta seo Nicolau com um sorriso entre os lábios e um ar saudosista. Há quatro meses ele foi transferido para a linha 308. “A gente acaba se acostumando”, conclui, ao término dos cinco minutos de intervalo que faz, quando possível, entre uma viagem e outra.
Em um ponto próximo ao seu, no 213, trabalha Vitor Fernandes, que compartilha da opinião do colega sobre a permanência no mesmo itinerário. Cobrador há 28 anos, ele permaneceu 11 deles na linha 407, que faz o trajeto Centro/ Conj. João Paes, na zona norte. “O bom da 407 era que o pessoal era conhecido; agora, para o shopping, as pessoas são sempre diferentes, mas o trabalho é o mesmo, no fim dá uma dor nas costas”, explica seo Vitor com o bom humor que cativa muitos dos passageiros.
Outro que prefere a rotina de quem trabalha no transporte coletivo é Mizael de Oliveira. Motorista há cinco anos, quando começou, ele trabalhava em uma linha, mas logo passou para a 109, na qual seu trabalho se baseia em levar e trazer passageiros da rodoviária ao centro da cidade. De segunda a sexta-feira, ele só trabalha nessa linha, mas conta que de final de semana existe um revezamento. Além de gostar da rotina em si, ele também está satisfeito com a linha em que trabalha, pois a considera muito tranqüila. No entanto, apontando os dedos para a própria barriga, como se fosse uma arma, Mizael fala do sofrimento de alguns colegas, que se sentem inseguros por trabalharem em rotas perigosas.
No entanto, para os que trabalham nesse meio, a rotina ganha novas cores e contornos. Paulo Nicolau, por exemplo, trabalha como cobrador há 27 anos, dentro dos quais, 23 foram passados numa mesma linha. “Cansa, mas é melhor ficar numa linha só, porque você se acostuma com pessoal, acaba criando amizade”, explica o cobrador que nesses 23 anos conheceu e acompanhou a vida de muita gente. “Quando eu entrei na 110, a Mister Thomas, ela era nenezinha de colo, eu vi a menina crescer e fui até convidado pra ser padrinho no casamento dela”, conta seo Nicolau com um sorriso entre os lábios e um ar saudosista. Há quatro meses ele foi transferido para a linha 308. “A gente acaba se acostumando”, conclui, ao término dos cinco minutos de intervalo que faz, quando possível, entre uma viagem e outra.
Em um ponto próximo ao seu, no 213, trabalha Vitor Fernandes, que compartilha da opinião do colega sobre a permanência no mesmo itinerário. Cobrador há 28 anos, ele permaneceu 11 deles na linha 407, que faz o trajeto Centro/ Conj. João Paes, na zona norte. “O bom da 407 era que o pessoal era conhecido; agora, para o shopping, as pessoas são sempre diferentes, mas o trabalho é o mesmo, no fim dá uma dor nas costas”, explica seo Vitor com o bom humor que cativa muitos dos passageiros.
Outro que prefere a rotina de quem trabalha no transporte coletivo é Mizael de Oliveira. Motorista há cinco anos, quando começou, ele trabalhava em uma linha, mas logo passou para a 109, na qual seu trabalho se baseia em levar e trazer passageiros da rodoviária ao centro da cidade. De segunda a sexta-feira, ele só trabalha nessa linha, mas conta que de final de semana existe um revezamento. Além de gostar da rotina em si, ele também está satisfeito com a linha em que trabalha, pois a considera muito tranqüila. No entanto, apontando os dedos para a própria barriga, como se fosse uma arma, Mizael fala do sofrimento de alguns colegas, que se sentem inseguros por trabalharem em rotas perigosas.
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