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Por Angélica Oliveira

Um estilo peculiar de vida:Anissa Muhammad, de 29 anos, diz usar a burca por vontade própria.

Para Anissa Muhammad, formada em teologia islâmica, o papel dos homens e mulheres no mundo é o mesmo: adorar a Deus e espalhar a paz. “No sagrado Alcorão, Deus revelou um capítulo que chama-se "A Mulher"e outro capítulo que chama-se "Maria"; mostrando a importancia da mulher. Em várias outras partes, Deus quando fala do crente também fala da crente” afirma Anissa, que se queixa da forma negativa como a mulher mulçumana é retratada na imprensa ocidental. “A midia dá a entender que a mulher, no islamismo, não estuda, que é oprimida e que não tem opção própria e não é bem assim. Aqui em londrina a maior parte das mulheres têm uma formção acadêmica e ainda mais, não só aqui em Londrina, como em vários paises europeus” , defende.
O marido de Anissa, o sheik Yamani Abdual, também discorda da imagem das mulheres islâmicas feita pela mídia, para ele, as leis do Islã ao contrário do que dizem os meios, as protegem. “Para nós, nenhuma mulher é obrigada a sustentar seu marido, ou a lhe dar sua herança, ou a trabalhar para ele em casa. Em compensação, todo homem islâmico é obrigado a sustentar sua esposa, dar a ela boas condições de vida” explica.
Quem vê Anissa pelas ruas da Vila Siam , no sumercado, ou buscando as filhas no colégio, não deixa de notar sua presença. Os tecidos coloridos que a cobrem da cabeça aos pés chamam a atenção. Entretanto, se a aparência inquieta, a simpatia conquista. Vestindo burcas diariamente, Anissa realiza todas as atividades que lhe são cabidas. É mãe de duas meninas, dona de casa, dá aulas de lingua árabe e ajuda em outras tarefas na Mesquita.
Ela afirma que o uso da burca é uma escolha pessoal e que não se incomoda com o estranhamento, tantas vezes manisfestado pelas pessoas, “no início elas reagem com algum espanto, mas depois acabam se habituando. Isso é de se esperar num país onde as pessoas nao estao acostumadas”, concluí.
“Por aqui todo mundo conhece e Anissa, ela é uma pessoa muito boa, conversa com todo mundo. As pessoas admiram a religiosidade dela” comenta Mohamed El’ Rafih, frequentador da Mesquita, que complementa: “o Brasil recebe bem as culturas diferentes, não há muitas dificuldades em ser muçulmano por aqui”.

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