Às 5h20 da manhã, o relógio desperta. Não importa se o sono ainda pesa sobre os olhos ou se, lá fora, o dia não amanheceu por completo. Ao som do sino eletrônico o corpo tem que se levantar e num trajeto quase automático, dirigir-se ao banheiro, depois à cozinha e, por fim, à rua. O encontro é sempre pontual, às 6h10, a grande lata amarela passa na rua de cima.
Uns minutos a mais de preguiça na cama ou demora no café implicam em espera e bronca no serviço para Edivani Andrade. Como doméstica há mais de sete anos, sua rotina concentra-se no trabalho e nos afazeres da própria casa. E a distância que separa um do outro é grande: “saio de casa às seis horas e chego na casa do meu patrão às 7:15”, comenta a moça, que demonstra cansaço e ansiedade no retorno para casa “no começo da semana é tranqüilo, mas lá pela quinta-feira, a gente já ta pedindo arrego, a viagem é demorada e cansa bastante”.
Entre o sair de manhã, do Parque Universitário, bairro próximo ao Jd. Columbia, e chegar ao centro da cidade, onde trabalha, e depois, pela tarde, percorrer o caminho inverso, Edivani despende mais de duas horas de seu dia. Ao longo da semana, são aproximadamente dez horas vividas nesse trajeto, compartilhado entre semblantes estranhos e amigos.
Na ida, a companhia da irmã e o papo com conhecidos ajudam a driblar o tédio e o desconforto do ônibus lotado. No qual, as conversas se misturam, mas sem impedir o cochilo de alguns, que aparentemente encontram conforto na dureza dos bancos. Na volta, a revista de palavras cruzadas ocupa-lhe o tempo, já que o cansaço parece emudecer muitos dos usuários, que permanecem entretidos, cada um em si mesmo. Entretanto, constantemente, rompe-se o silêncio, com o tom elevado dos estudantes, que ao término das aulas, retornam em bandos para casa.
Passados sessenta minutos após a saída do Terminal Urbano da cidade, o 305- Via Parque Universitário chega a sua região de destino. Aos poucos, vai desinchando, até restarem murchos: cobrador, motorista e ralos passageiros. “Vou descer no próximo ponto”, suspira Edivani, que enfim, poderá descansar até, às 5h20, quando o relógio novamente desperta.
Uns minutos a mais de preguiça na cama ou demora no café implicam em espera e bronca no serviço para Edivani Andrade. Como doméstica há mais de sete anos, sua rotina concentra-se no trabalho e nos afazeres da própria casa. E a distância que separa um do outro é grande: “saio de casa às seis horas e chego na casa do meu patrão às 7:15”, comenta a moça, que demonstra cansaço e ansiedade no retorno para casa “no começo da semana é tranqüilo, mas lá pela quinta-feira, a gente já ta pedindo arrego, a viagem é demorada e cansa bastante”.
Entre o sair de manhã, do Parque Universitário, bairro próximo ao Jd. Columbia, e chegar ao centro da cidade, onde trabalha, e depois, pela tarde, percorrer o caminho inverso, Edivani despende mais de duas horas de seu dia. Ao longo da semana, são aproximadamente dez horas vividas nesse trajeto, compartilhado entre semblantes estranhos e amigos.
Na ida, a companhia da irmã e o papo com conhecidos ajudam a driblar o tédio e o desconforto do ônibus lotado. No qual, as conversas se misturam, mas sem impedir o cochilo de alguns, que aparentemente encontram conforto na dureza dos bancos. Na volta, a revista de palavras cruzadas ocupa-lhe o tempo, já que o cansaço parece emudecer muitos dos usuários, que permanecem entretidos, cada um em si mesmo. Entretanto, constantemente, rompe-se o silêncio, com o tom elevado dos estudantes, que ao término das aulas, retornam em bandos para casa.
Passados sessenta minutos após a saída do Terminal Urbano da cidade, o 305- Via Parque Universitário chega a sua região de destino. Aos poucos, vai desinchando, até restarem murchos: cobrador, motorista e ralos passageiros. “Vou descer no próximo ponto”, suspira Edivani, que enfim, poderá descansar até, às 5h20, quando o relógio novamente desperta.
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